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O mecanismo' volta e Selton Mello explica sussurros: 'Eu não falo baixo, as pessoas falam alto'

Data: 10/05/2019 Fonte: Por Carlos Brito, G1 Rio

Série segue contando história baseada na Operação Lava Jato. Ao G1, atores falam sobre lançamento da segunda temporada da série da Netflix nesta sexta-feira (10).

Se gritar: 'Pega ladrão!' não fica um, meu irmão". Há muito tempo o refrão de "Reunião de malandro", composição de Bezerra da Silva popularizada pelos Originais do Samba, é usado para descrever o desalento do povo diante da corrupção no Brasil.

A partir desta sexta-feira (10), a canção, ilustrada com imagens de figuras conhecidas da política nacional, passa a abrir a segunda temporada de "O mecanismo". A série de José Padilha e Marcos Prado estreia na Netflix com oito episódios.

Inspirada pela Operação Lava Jato, a série mostra o trabalho de agentes da Polícia Federal e de promotores do Ministério Público Federal para prender políticos e empresários. Também conta a história de uma extensa rede de corrupção com algumas das principais empreiteiras do Brasil até figuras do primeiro escalão da política.

Emílio Orciollo Neto, José Padilha, Selton Mello, Jonathan Haagensen, Caroline Abras e Enrique Diaz no lançamento da segunda temporada da série — Foto: Divulgação/Bruna Prado

Na série, um ex-delegado da Polícia Federal Marco Ruffo (Selton Mello) é homem de métodos pouco ortodoxos. De forma obsessiva, ele persegue os criminosos responsáveis pelo esquema.

"Na primeira temporada, ele já estava alquebrado por conta da luta que assumiu contra esse inimigo gigante e invisível. E aos poucos, a barra começa a pesar ainda mais para o lado dele. Sobretudo no que se refere à relação com a família. Os conflitos dele se ampliaram bastante nessa segunda temporada", diz Selton.

Isso também ocorre com a delegada Verena Cardoni (Caroline Abras). Principal responsável pela investigação na trama, ela vê os efeitos negativos de seu trabalho atingirem sua vida de maneira direta – tanto de forma emocional quanto em nível físico, como se viu ao fim da temporada inicial.

'O mecanismo': assista ao trailer da segunda temporada

Mudança de comando

Nesta segunda fase, além de ter que lidar com uma mudança no nível de relacionamento com seu colega de Polícia Federal – o agente Vander, interpretado por Jonathan Haagensen –, suas responsabilidades profissionais também aumentam bastante.

"Ela comanda a investigação nesta temporada, está muito mais obstinada e agressiva. Deixou de ser uma aprendiz para se transformar em uma mentora. É bom ver uma mulher nesse lugar de poder sem ter que se masculinizar", avaliou Caroline.

A segunda temporada de "O mecanismo" se passa em 2014. Na série, o Brasil é comandado pela presidente Janete - uma referência a Dilma Rousseff. Nesta fase, como mostrado ao fim da primeira temporada, quase todos os empreiteiros envolvidos no esquema já estão na cadeia.

O empreiteiro

Emílio Orciollo Neto interpreta o empreiteiro Ricardo Brecht. — Foto: Divulgação/Bruna Prado

E é neste ponto que um dos principais personagens, o empreiteiro Ricardo Brecht, vivido por Emílio Orciollo Neto, ganha destaque. Obcecado e disciplinado, ele comanda a principal empreiteira envolvida no esquema de corrupção investigado pela Polícia Federal.

"Cheguei para a gravação com apenas 65 quilos, bem abaixo do meu peso. Esse esforço físico já me ajudou a entrar no personagem. Interpretá-lo foi um trabalho muito duro, cruel e radical", diz Neto.

Enrique Diaz volta a encarnar o doleiro Roberto Ibrahim. Para o ator, foi uma nova oportunidade de enxergar o mundo pelos olhos de alguém muito diferente dele.

"O Ibrahim tem um distanciamento de tudo, é muito cínico e debochado. E isso também me agrada como ideia – a possibilidade de viver um personagem que me obriga a olhar de maneira crítica para coisas, ideias e organizações com as quais sou ligado na vida real".

Falando baixinho

Selton Mello em 'O mecanismo' — Foto: Divulgação

Na primeira temporada, alguns espectadores reclamaram da qualidade de captação de som do personagem vivido por Selton Mello.

Para muitos, o ator parecia sussurrar suas falas, o que causou dificuldades de compreensão. O ator contesta: "Eu não falo baixo, as pessoas é que falam alto".

"Na verdade o que aconteceu foi um problema de mixagem. O som foi mixado no formato 5.1, para cinema. Quando as pessoas começaram a acompanhar a série em dispositivos menores como tablets e celulares, perceberam o problema. Mas essa questão não se repete agora na segunda temporada", explica Padilha.

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