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Do falso email ao estelionato via WhatsApp

Do falso email ao estelionato via WhatsApp, nada mudou em golpes

Data: 12/02/2019

A tecnologia evolui e os crimes só mudam de plataforma. Antes, era trote, depois e-mail e agora a bola da vez é o WhatsApp. “Eles vão atualizando o instrumento do crime, antigamente nós tínhamos o envelope vazio ou com dinheiro falso, depois teve a alta do e-mail passando para o SMS e agora o WhatsApp, são variações do mesmo golpe, eles utilizando o meio moderno para contatar as vítimas”, analisa o delegado Wellington de Oliveira, assessor da Polícia Civil, sobre o golpe do WhatsApp que fez quatro vítimas em cinco dias neste mês.  O primeiro caso da semana, na última quinta-feira (7) teve como vítima uma mulher de 36 anos. Seu WhatsApp parou de funcionar no meio da tarde e em pouco tempo, contatos da vítima foram falar com ela avisando que seu número estava entrando em contato para pedir dinheiro.

Já nesta terça-feira (11), mais três casos foram registrados na delegacia em menos de 3h de intervalo. Em dois deles, idênticos, o golpista hackeava o aplicativo e mandava mensagem para os contatos da vítima pedindo R$ 2 mil emprestado justificando que seu cartão havia sido bloqueado e que assim que recebesse, depositaria o dinheiro de volta. Nos dois casos duas mulheres de 41 e 52 anos caíram no golpe e perderam juntas R$ 4 mil. O terceiro teve acesso ao celular da vítima de 59 anos de forma diferente. O golpista se identificou como Cláudia e pediu autorização para colocar a vítima em um novo grupo no aplicativo, que autorizou. Pouco depois a mulher já foi avisada por conhecidos sobre o pedido de dinheiro em seu nome. “É uma modalidade que vem crescendo porque um é preso, mas o outro aprende e ele vai se perpetuando. Temos feito inclusive vários alertas sobre essa situação, é importante que as vítimas estejam atentas, percebendo se o número foi ativado ou desativado no WhatsApp Web, verificar a segurança em que você coloca uma senha e um e-mail de confirmação de qualquer alteração e também sempre atualizar o aplicativo para diminuir a vulnerabilidade”, pontuou Wellington.

Para as vítimas que recebem as mensagens, o delegado aconselha que sempre estejam atentos a história e comportamento da pessoa clonada. “Se a pessoa nunca te pediu dinheiro emprestado, porque ela faria isso pelo Whats e mesmo que já tenha esse hábito é importante que as pessoas confirmem esse pedido, ligando para a pessoa para questionar e até mesmo confrontando as mensagens perguntando onde você mora, com o que trabalha, que são informações que o estelionatário geralmente não tem. Se ele der uma conta com nome de terceiros, também já desconfia que tem algo errado”. O assessor explicou ainda que para realizar o golpe é preciso apenas de um chip e de um número qualquer sendo modo mais usado, no entanto, as iscas da internet também dão acesso aos celulares. Informativos de produtos a venda com preço muito abaixo do normal, são chamariz para que a vítima clique e tenha o celular hackeado através do link. “É muito difícil restringirmos nosso número apenas a quem conhecemos hoje em dia, ainda mais por questões de trabalho. Então todo cuidado é pouco, o golpista tem tempo suficiente para ver se a vítima tem potencial de levar prejuízo e sempre conta uma história triste, mas não impossível. Então a prevenção e cautela na hora de responder essas mensagens podem evitar muitas vítimas”, concluiu.

Outros casos - O crime não é incomum e já pegou até políticos do Estado. Em 2017, Marun teve seu telefone clonado e as mensagens foram encaminhadas para familiares e parlamentares. Na época, Marun deu entrevista para a Folha de São Paulo dizendo que “Sumiu tudo e trancou meu WhatsApp. Para alguns lugares foi uma mensagem pedindo dinheiro numa conta no Banco do Brasil. Mandei para a [assistência] técnica e tive que trocar o número do WhatsApp”.

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