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Black Friday 2018: fuja das furadas em 10 dicas

Black Friday 2018: fuja das furadas em 10 dicas

Data: 19/11/2018 Fonte: G1

Black Friday, dia de promoções que acontece na sexta-feira (23) tanto no comércio eletrônico quanto no varejo físico, é considerada uma das principais datas de compras no Brasil. Os consumidores aproveitam as ofertas tanto para adquirir produtos desejados como para adiantar as compras de Natal.

Mas, com tantos anúncios de ofertas, o consumidor precisa tomar cuidado para não comprar por impulso, podendo estourar seu orçamento. A empolgação também pode colocá-lo em roubadas como comprar produtos sem procedência ou em lojas não confiáveis.

Segundo Nayla Pires, gerente de experiência do consumidor do site comparador de preços Zoom, é recomendável acompanhar as variações de preços antes da Black Friday e pesquisar sobre as lojas. “Planejamento é a palavra-chave. O preço acaba sendo o fator fundamental para a tomada de decisão. Porém, para garantir uma boa experiência de compra, é necessário checar, principalmente, se o produto com desconto atende às necessidades e se a loja é de confiança”, afirma.

Veja abaixo 10 dicas de especialistas para não entrar em roubadas nas compras da Black Friday.

 

1. Planejamento, pesquisa e monitoramento: Para evitar compras por impulso, o ideal é fazer uma lista de compras, estabelecer prioridades e estipular o valor máximo que pode ser gasto. A recomendação é de Luiz Pavão, diretor de Estratégia e Marketing da Infracommerce. “Muitas vezes as promoções fazem o consumidor extrapolar nos gastos, já que tem a sensação de que está economizando muito e acaba realizando compras das quais se arrepende depois”, diz.

2. Reputação da loja: Se você encontrou um ótimo desconto, mas nunca ouviu falar da loja, pesquise sobre a empresa para saber se ela é de confiança ou não. Essa é a recomendação de Eduardo Ganymedes Costa, especialista em direito do consumidor. Além de procurar o CNPJ, endereço físico e outros dados da empresa como razão social, busque avaliações de outros usuários que já compraram lá. Sites como do ReclameAqui trazem reclamações de compradores e as respostas das lojas. No site do Procon SP há uma lista de lojas virtuais a serem evitadas.

3. Desconfie de megadescontos: Na opinião de Sylvia Bellio, especialista em infraestrutura de TI da IT Line Technology, o consumidor precisa tomar muito cuidado nesta época com os produtos baratos demais. “Deve-se desconfiar e usar o bom senso. Como um produto pode ser vendido por 1/4 do preço? Às vezes sai mais barato que o preço de custo e a conta não bate”, diz. A especialista recomenda questionar se pode ser uma página falsa, se a loja tem procedência, se a mercadoria é original e vem com nota fiscal e garantia. “Desconfie e certifique-se de tudo antes de comprar produtos com megadescontos. A proposta é que você tenha vantagens com a Black Friday e não dor de cabeça”, aconselha.

4. Cautela nos gastos: O coordenador do MBA em Gestão Financeira da Fundação Getulio Vargas (FGV), Ricardo Teixeira, lembra que no fim do ano as famílias tendem a gastar mais em função do período de festas. Além disso, no início do ano há tributos como IPTU e IPVA e a matrícula da escola dos filhos. Por isso, o consumidor deve levar isso em conta antes de gastar. "Revise as contas para saber quanto pode gastar e coloque uma margem de valor mínimo e máximo para a compra que não comprometa o orçamento”, diz. Caso não tenha como pagar à vista, evite crediário com juros e divida a compra no número mínimo possível de parcelas.

5. Formas de pagamento: Segundo Nayla Pires, escolher a melhor forma de pagamento é fundamental e o consumidor deve levar em conta que, em razão dos descontos, os produtos podem ter valores distintos se pagos à vista ou parcelados.

6. Atenção ao frete: De acordo com a plataforma de preços Reduza, o frete pode representar até 40% do valor total do pedido, além de variar em até 400% de uma loja para outra. Então, faça o teste do frete em diferentes lojas para encontrar o menor preço. Talvez o produto em uma loja mais em conta não compense o valor que pagará pelo envio. Outra opção é comprar na internet e retirar na loja. Grandes redes varejistas trabalham com esse modelo de entrega e algumas ainda oferecem descontos extras na modalidade.

7. Prazo de entrega: Nayla Pires recomenda atenção ao prazo de entrega, principalmente se houver compras de Natal. “Na Black Friday, é muito comum que os prazos sejam maiores e podem passar de 30 dias”, diz.

8. Arrependimento da compra: A lei permite que o consumidor se arrependa da compra, ressalta Nayla Pires. O prazo é de 7 dias, contados a partir do recebimento do produto, para a devolução. O Procon-SP ressalta que isso vale sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio. Nesse caso, o arrependimento não precisa estar relacionado ao funcionamento do produto. Essa devolução garante o ressarcimento imediato do valor atualizado do pedido, incluindo os custos com frete. Além disso, os lojistas são obrigados a mostrar de forma clara e visível os meios de comunicação disponíveis para o consumidor exercer o direito de arrependimento.

9. Problemas com a internet: Sylvia Bellio alerta que como a demanda de pessoas que querem aproveitar a Black Friday é grande, alguns sites podem enfrentar lentidão por causa do volume de acessos. “Nesses casos, é bom ficar atento para verificar se o problema é da sua conexão, momentâneo, se a página é oficial ou se a lentidão é tanta que demonstra falta de infraestrutura do e-commerce, o que pode significar que talvez ele também não tenha condições suficientes para cumprir com outros detalhes da compra como, qualidade do produto, prazo de entrega, etc.”, pondera.

10. Segurança: Richard Bento alerta para a segurança no momento das compras. Segundo ele, ao realizar transações online, é obrigatório utilizar uma máquina com antivírus, navegador e sistema operacional atualizados e firewall ativado. Além de redes sem fio conhecidas, com senha ou conexão particular (3G ou 4G). “Nunca faça compras ou transações bancárias em redes públicas”, alerta. Outra dica é sempre digitar o endereço do site no navegador de internet. Antes de fornecer os dados, verifique se o endereço do site começa com https://.

 

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