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Cofundador do WhatsApp explica saída do Facebook

Cofundador do WhatsApp explica por que saiu do Facebook

Data: 27/09/2018 Fonte: Tecnoblog

 

Brian Acton, cofundador do WhatsApp, deu uma forte declaração no Twitter em março deste ano ao sugerir que os usuários deletassem o Facebook. Seis meses depois dessa publicação, ele voltou a falar publicamente. Para a Forbes, Acton revelou os motivos que o fizeram sair, em setembro de 2017, da empresa que comprou o WhatsApp. Segundo ele, a decisão lhe custou US$ 850 milhões em ações, que seriam pagos caso ele permanecesse na companhia por mais um ano.

O empresário lamentou a venda do WhatsApp. “Eu vendi a privacidade dos meus usuários para um benefício maior. Eu fiz a escolha e um compromisso. E eu vivo com isso todos os dias”, disse Acton, durante a entrevista. Ele diz que, após a venda, não concordou com dois planos do Facebook para monetizar o aplicativo. A empresa pretendia exibir anúncios e permitir a comunicação entre empresas e seus consumidores.

O Facebook ainda deseja exibir anúncios dentro do WhatsApp Status. Para Acton, o plano poderá quebrar uma espécie de acordo que o aplicativo tem com seus usuários.O Facebook também quer oferecer ferramentas para as empresas entrarem em contato com possíveis clientes. Isso envolveria soluções de análise de performance para as marcas. No entanto, a criptografia é um impasse, já que as mensagens não podem ser acessadas. De acordo com o cofundador do WhatsApp, esse plano não foi abandonado e o Facebook ainda busca saídas para oferecer a análise para outras empresas. Porém, ele acredita que a privacidade dos usuários estará em risco.

Para que as mudanças mais negativas não fossem aprovadas, Acton sugeriu outras saídas para monetizar o app. Uma delas envolvia a cobrança de acordo com o número de mensagens enviadas pelas empresas, que deve ser adotada.

Integração do WhatsApp com o Facebook

Uma das polêmicas envolvendo a aquisição do WhatsApp pelo Facebook foi a integração entre as duas plataformas. Acton diz que não soube dos planos de Zuckerberg de mesclar as informações até o acordo ser aprovado. Ele lembra de uma conferência com representantes da Comissão Europeia de Concorrência: “Fui instruído a explicar que seria realmente difícil mesclar dados entre os dois sistemas”. Um ano e meio após a compra, os termos do WhatsApp foram atualizados e abriram a brecha para o Facebook mesclar perfis das duas redes.

“Acho que todo mundo estava jogando porque pensavam que a União Europeia poderia ter se esquecido por ter passado bastante tempo”, diz Acton. Não foi o que aconteceu: o Facebook foi obrigado a pagar US$ 122 milhões por passar informações incorretas ou enganosas sobre o acordo. Um ano depois, Jam Koum, o outro cofundador do WhatsApp, decidiu deixar o Facebook. Na ocasião, ele disse que era “hora de seguir em frente” e de “colecionar Porsches raros refrigerados a ar, cuidar dos meus carros e jogar ultimate frisbee”. Acton, por sua vez, investiu US$ 50 milhões no Signal, outro aplicativo de mensagens que tem como principal atrativo o foco na segurança das informações. O empresário afirma que o serviço deseja fazer com que a comunicação privada se torne “acessível e onipresente”.

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