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Poucos sabem falar de sexo, diz psicóloga

Poucos sabem falar de sexo, diz psicóloga que vende brinquedinhos adultos

Data: 07/06/2017 Fonte: CG News

Apesar desta época de superexposição na internet, em que vida privada e pública se confundem nas redes sociais, nada acaba com o conservadorismo em relação ao sexo e prazer. Falar sobre o tema e buscar melhorar a vida sexual ainda é motivo de embaraço e constrangimento para homens e, principalmente, mulheres.

Pensando nisso, a psicóloga Ana Júlia de Emílio Barbosa desenvolveu um serviço prático e discreto. Por meio do WhatsApp e uma página no Facebook (“Produtos Eróticos CG”), ela atende aqueles que buscam apimentar a relação utilizando cosméticos, utensílios e fantasias sexuais.

O serviço é sigiloso. Realizada a encomenda pelo cliente, a entrega é feita por um motoboy sem qualquer identificação. Ana conta que atende cerca de 40 pessoas diariamente e, além de providenciar os produtos, também dá orientações de uso e, caso necessário, faz aconselhamento emocional e sexual.

“A maioria diz que me procurou porque não tem coragem de ir ao sex shop. Eles têm medo de serem vistos entrando em um lugar desses”, conta. “As pessoas não sabem falar de sexo. Isso é algo que veio ao longo do tempo, historicamente o sexo foi estabelecido como algo pecaminoso, errado, e isso enraizou na nossa cultura”.

Para a psicológa, o problema surge em casa, quando pais se recusam a discutir o tema com os filhos, além de impedirem que pautas do tipo sejam integradas nas escolas. “O adolescente entra nessa fase totalmente conturbada, acha que a relação é coisa errada e passa a fazer escondido, sem orientação. Os pais vão descobrir que o filho perdeu a virgindade quando ele já aparece com algum problema, como DST ou gravidez”, alerta.

A solução é tratar o tema com maior naturalidade e, principalmente, honestidade. “O sexo é grande parte da relação de um casal. Então, se as coisas não estão funcionando na cama, há grandes chances de não funcionarem no resto do relacionamento”, destaca.

Ana encoraja os clientes a se entregarem aos desejos e fantasias e a viver os fetiches que têm. Atendendo há mais de um ano, ela coleciona histórias de superação e gratidão, como a de uma cliente que restaurou a vida sexual, melhorou o casamento e recuperou a autoestima depois de começar a utilizar os produtos eróticos. Muitas mulheres procuram o serviço porque nunca tiveram orgasmo. “A pessoa que não vive esse lado da vida vai ter problemas, mau humor, estresse”, pontua.

“Os produtos são uma ferramenta para apimentar a relação, descobrir o próprio corpo e sexualidade, não deixar o relacionamento cair na rotina, e isso faz toda a diferença”, defende.

Mais vendidos - A profissional revela que, entre os produtos mais populares, estão os vibradores, o gel anestésico para sexo anal e as cintas penianas. "As cintas estão muito populares, é algo novo que os casais estão procurando", conta. Os valores dos produtos variam de acordo com tamanho e outras características. As informações podem ser encontradas na página de Ana no Facebook, que já conta com mais de 600 seguidores.

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